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Gladson Cameli: renegociação das dívidas beneficia cidadão

Publicado em:22/10/2016

O senador Gladson Cameli (PP-AC) se reuniu com o presidente da República em exercício, Michel Temer, dois dias após o anúncio da renegociação das dívidas dos estados. “Tive a oportunidade de apertar-lhe a mão pela iniciativa que considero uma das mais significativas neste cenário da crise que assombra as finanças dos estados já há alguns anos: o financiamento das dívidas junto à União”, afirmou o parlamentar.

Estimativas calculam uma dívida de R$ 430 bilhões. Vários especialistas apontam os fatores para esse rombo: a recessão, a baixa arrecadação, a guerra fiscal, os gastos excessivos com previdência; e há os que inclusive consideram a queda no recolhimento do ICMS causada pela baixa industrialização do país.

“As áreas sensíveis como segurança, educação e saúde têm recursos garantidos por lei. E já que o cobertor é curto, a gente vê que, na hora de fechar as contas, quem fica no prejuízo são as áreas de infraestrutura, transporte coletivo e até o pagamento de pessoal. E o caos se instala”, analisa Gladson Cameli.

De acordo com o parlamentar acriano, os mais prejudicados pelas finanças fragilizadas são os que recebem remuneração dos entes públicos. “Pensemos quando os médicos do posto de saúde, os professores da escola lá do interior, os policiais - civis ou militares - ficam sem o salário do mês? E como se paga o mercadinho, se compra o remédio, a roupa dos filhos...O giro na economia local vai parando”, observa.

Gladson Cameli diz que está atento à situação do Acre, apontado em nota técnica do Ipea, como o único estado da região Norte a integrar o grupo das treze unidades estaduais em situação fiscal preocupante. De acordo com o senador, a escolha do presidente Michel Temer e sua equipe econômica de fazer uma renúncia de receita para o curto prazo foi necessária para evitar colapso a médio prazo. O cálculo é de uma renúncia de R$ 20 bilhões só em 2016.

“Ainda há outros aspectos que vamos discutir bastante no Legislativo. Passam por uma Reforma Tributária, por maior controle dos gastos públicos, principalmente nos estados; pelo estímulo aos investimentos, pela recuperação da confiança no país. Ou seja, temos muito dever de casa pela frente”, avalia.

O senador defende o investimento público como instrumento para estimular a atividade econômica. “Como sou engenheiro de formação; creio que na área de infraestrutura, por exemplo, criam-se boas expectativas a ponto de oferecer condições para investimentos privados, contribuindo para que a roda se movimente. A renegociação valerá realmente a pena se pudermos extrair dela os alicerces para fortalecer de forma permanente as finanças públicas dos estados”, avalia.


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